• Fábio Moraês

Vamos repensar o termo "talento"?



Grandes empresas adoram fazer programas de trainee. Ficam cheias de orgulho por ter milhares de jovens inscritos para escolherem apenas uma dezena.


Esses jovens ungidos são chamados de talentos. Mas eles resistem ao primeiro solavanco corporativo? Ou ao chefe, que não tem muita galhardia?


Por que não mudar o processo seletivo? Buscar jovens da periferia, que aprenderam a resiliência na marra e que foram testados a todo momento quanto `à sua capacidade criativa e empreendedora?


Jovens ainda não formados, mas sim, inconformados com a situação que a vida lhes deu e prontos para cavar um caminho brilhante, já que vencedores, eles já são.


Cada jovem de baixa renda contratado por boas empresas irá mudar a vida de dezenas de outras pessoas que dependem dele, além de serem exemplo para seus irmãos mais novos, que acreditarão que novos horizontes existem e são possíveis.


O programa de capacitação de jovens negros da FEBRABAN formou 166 jovens neste ano, apenas em São Paulo. Serão mais 60 jovens em Salvador e 60 no Rio de Janeiro.


Muitos já foram contratados por grandes empresas, mas ainda temos jovens procurando uma colocação.


Recrutadores, falem conosco. Não entregaremos jovens prontos. Isso não existe. Entregaremos jovens que irão mudar sua empresa, pois venceram provas nunca antes presentes em qualquer processo seletivo.

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