• Fábio Moraês

Esse tal de “autoconhecimento”...



Thelma Cibele de Canhete

Psicóloga, especializada em Psicopedagogia. Atua há quinze anos na saúde pública.


Auto é uma palavra que significa “si próprio”. Desde tempos remotos, o filósofo grego Sócrates já reconhecia a importância do “conheça -te a ti mesmo”. Como se daria isso na prática?


A jornada para responder a pergunta “ quem sou” passa por diversos níveis e perspectivas. Você pode iniciar um exercício simples de auto-observação e questionar-se: “ Qual a origem do meu nome?”... “ De que cor eu gosto?”... “ Como costumo sentir e reagir em determinadas situações?”... “Tenho facilidade para executar certas tarefas?” ... “Como minha energia e disposição funcionam?”... Sinto-me mais ativo de manhã? À tarde? Noite?


Continuando o caminho para acessar camadas mais profundas, apostar em sessões de psicoterapia pode ajudar a compreender como nossos valores, gostos e modos de se relacionar foram influenciados pelas pessoas com quem convivemos na infância. Podemos descobrir também como a cultura em que vivemos moldou parte de nossos hábitos e visões de mundo.


Finalmente, intensificando o mergulho em busca do autoconhecimento, podemos nos perguntar: “Quem sou eu, enquanto ser humano, vivendo neste planeta?”... “ O que tenho diferente ou em comum com as diversas expressões de vida que se apresentam?”... “ Qual o meu papel nesta existência, neste cenário universal?”...


O autoconhecimento traz consigo ganhos valiosos. Um deles é a melhor compreensão do outro. Se, sou o que sou, se sinto o que sinto, sendo humano, então, pode ser que o outro seja parecido comigo em muitos aspectos... Portanto, é grande a chance de entender suas necessidades. Juntos, nesse grande aprendizado, nos tornamos capazes de construir diálogo e consenso rumo a um mundo que seja bom para todos.


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