• Fábio Moraês

O autoconhecimento começa pela boca


Autoconhecimento é um processo duro. A coisa mais difícil é ficarmos frente a frente com nós mesmos. Encarar aquilo que temos de melhor e de pior.


Mudança interior não existe sem autoconhecimento. Podemos orar, ir a templos, fazer terapia ou procurar um pai-de-santo. Mas sem o trabalho interior, nada disso funciona.


Quando não conseguimos olhar para dentro de nós, acabamos tentando compensar. E não existe instrumento mais poderoso para isso do que nossa boca.


Quando comemos demais, bebemos demais, fumamos demais, usamos drogas demais, tentamos usar a Lei da Compensação. Mas passado o efeito, voltamos pro mesmo buraco.


E não é apenas o que entra na boca que nos complica, como dizia Baby Consuelo, mas também o que sai dela.


Quando falamos demais, julgamos demais, lamentamos demais, o efeito é o mesmo.


Autoconhecimento exige silêncio. Para podermos ouvir o que nosso interior quer nos dizer.


Autoconhecimento pode trazer uma confusão interior, mas é provisória. Passado o choque, a sensação é de paz, serenidade. Conseguimos enxergar mais longe. Focamos naquilo que nos dará resultado.


Fico muito preocupado pela promoção de um mês de folia (porque agora não são mais 5 dias) e não haver nenhum tipo de iniciativa para pelo menos um dia de reflexão interior.


Isso mudaria o mundo. Como não há muita esperança para termos uma Semana do Autoconhecimento, o trabalho terá que ser de cada um de nós. Mas existem muitas pessoas preocupadas como isso.


Uma boa prática seria nos juntarmos em grupos. Isso nos fortalece. A mudança é individual, mas pode ter também a força do coletivo.



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