• Fábio Moraês

Nossas crianças não são infantis

Atualizado: 25 de Set de 2019


Foto por Rene Bernal no Unsplash

Cresci numa época onde as crianças tinham apenas que brincar. Informações eram escassas, num período político sombrio.

Nossas crianças não tem tempo para brincar. Precisaram assumir o papel dos adultos, numa época em que bufões são ungidos.

Mais uma vez o rabo precisa abanar o cachorro.

Um líder espiritual que conheci, uma vez me disse: "Não esperem que outros avatares desçam à Terra. Agora, é com vocês".

Nossos avatares são nossas crianças. Nasceram num nundo digital, com informações inesgotáveis e sem estarem estragadas pelos compromissos e interesses econômicos dos administradores de plantão.

Creio que o Universo separou a dedo exemplares notáveis de seres humanos e os envio em meio ao caos das mudanças climáticas, do feminicídio e do revisionismo medieval.

Somente crianças singulares poderiam aceitar este papel. Elas não se calam. Elas não rejeitam o cálice que receberam.

Uma criança indignada pode mudar o mundo.

Sem a preocupação com o politicamente correto, presente nos diversos manuais abjetos.

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