• Fábio Moraês

Como fortalecer a sua memória?



Letícia Pak - Psicóloga e neuropsicóloga


O envelhecimento é algo inevitável e a perda de memória é um dos seus principais sintomas. Por isso a melhor forma de enfrentá-lo é se prevenindo. Mas como? Conforme a idade avança, começamos a notar diversas mudanças em nosso estado mental, entre elas o enfraquecimento da memória.


É comum, por exemplo, esquecer de datas, compromissos, o local onde deixou o celular e até mesmo de nomes e rostos de pessoas. Percebemos também que há alguns aspectos da memória que são afetados pelo envelhecimento, enquanto outros são preservados como, por exemplo, quando nos lembramos detalhadamente de episódios de nossa infância, mas não conseguimos dizer o que almoçamos hoje. Mas é claro que podemos dizer que esquecer é algo “normal”.


Quem nunca procurou pelos óculos enquanto eles estavam na cabeça? No entanto, no momento que o esquecimento se torna freqüente e passa a interferir nas tarefas do dia a dia, devemos fazer algo a respeito. A medida que deixamos de receber estímulos, nosso cérebro atrofia, favorecendo o que a neurociência chama de declínio cognitivo.Porém, quanto mais usamos o cérebro, melhor ele funciona, nos protegendo da degeneração mental. Assim, a Estimulação Cognitiva avalia a atividade cerebral e propõe ao cérebro estratégias para que possamos memorizar de forma consciente por meio de associações, ao contrário de apenas “decorar” informações.


Estudos apontam que para um envelhecimento bem-sucedido depende basicamente da adoção de três comportamentos: •


Evitar doenças, incapacidades e fatores de risco relacionados; •

Manter uma boa saúde física evitando o sedentarismo; •

Reduzir o estresse, •

Praticar o bom humor e cultivar amizades.


Incluindo e aplicando esses comportamentos e muitas outras estratégias e exercícios cognitivos, você também conseguirá melhorar a habilidade de realizar mais de uma atividade simultaneamente, solucionar problemas com mais facilidade e lidar melhor com ansiedade e estresse.


Isso também o ajudará a rever hábitos, padrões mentais e a melhorar o processo de reflexão e autoconhecimento, promovendo um bem-estar físico e emocional. Compreender, portanto, que aprender não é somente o ato de memorizar informações, mas também é preciso relacionar, resignificar e refletir sobre nossas memórias.


Assim, procurar se prevenir o quanto antes é essencial para o bem estar mental, físico e uma boa qualidade de vida. E tão importante quanto isso é procurar os meios mais eficientes para essa prevenção, muitos dos quais a neurociência e neuropsicologia já oferecem.

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